95 Anos do Cristo Redentor
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A história do Cristo Redentor começou muito antes de sua inauguração. Em 1859, o padre francês Pierre Marie Boss, capelão da Igreja do Colégio da Imaculada Conceição, em Botafogo, idealizou a construção de um monumento cristão no alto do Corcovado. A ideia contou com o apoio da Princesa Isabel, frequentadora de suas missas.
Anos mais tarde, durante os movimentos abolicionistas, chegou a ser sugerido que a princesa fosse homenageada com uma estátua chamada “A Redentora”. Isabel, porém, recusou a homenagem e afirmou que a verdadeira honra deveria ser dedicada a Jesus Cristo, o verdadeiro “Redentor” dos homens. Com o fim da Monarquia, o projeto não avançou.
Em 1921, uma nova iniciativa ganhou força. O Círculo Católico do Rio de Janeiro mobilizou fiéis e reuniu mais de 20 mil assinaturas em apoio à construção de um grande monumento cristão no Corcovado. A proposta foi apresentada ao presidente Epitácio Pessoa, que autorizou a utilização do terreno. Uma campanha nacional arrecadou recursos para viabilizar a obra.
O projeto escolhido em concurso foi o do engenheiro Heitor da Silva Costa, que contou com a colaboração do artista plástico Carlos Oswald e do escultor francês Paul Landowski. As obras tiveram início na década de 1920 e culminaram, em 12 de outubro de 1931, na inauguração do monumento que se tornaria um dos maiores símbolos do Brasil.
Com 38 metros de altura, braços abertos em uma extensão de 28 metros e estrutura em concreto armado revestida de pedra-sabão, o Cristo Redentor ergue-se a 710 metros acima do nível do mar, no topo do Corcovado. Concebido em estilo Art Déco, tornou-se parte inseparável da paisagem e da identidade do Rio de Janeiro.
Em 7 de julho de 2007, o Cristo Redentor foi escolhido como uma das Novas Sete Maravilhas do Mundo. Em 2012, passou a integrar a área reconhecida pela UNESCO como Patrimônio Mundial, no conjunto denominado Rio de Janeiro: Paisagens Cariocas entre a Montanha e o Mar.
Em 2026, ao completar 95 anos, o Cristo Redentor permanece de braços abertos para o mundo, acolhendo pessoas de diferentes culturas e gerações e representando, para milhões de visitantes, uma mensagem de fé, esperança, fraternidade e paz.
Esta medalha comemorativa celebra 95 anos de uma história e o começo da contagem oficial para os 100 anos do monumento, que se tornou parte da memória, da cultura e do coração do Rio de Janeiro.
Arnaldo José da Silva Xavier
Especialista em Leitura e Produção Textual/UFF
& Técnico Operacional/Casa da Moeda do Brasil
Anverso: Ao centro, a imagem do rosto de Jesus Cristo, parte do monumento, é circundada pelas legendas SANTUÁRIO CRISTO REDENTOR, 95 ANOS e pelas eras 1931 e 2026. Com acabamento em Proof, o anverso possui textura para efeito de contraste.
Reverso: Em destaque, o selo comemorativo do centenário ocupa o centro do reverso. Pastilhas de pedra-sabão em formato triangular e o logo da CMB complementam arte. Com acabamento em Proof, o reverso possui textura para efeito de contraste.
| Bronze | |
| Peso | 24 ± 0,72 g |
| Tiragem | 300 |
| Bronze Dourado | |
| Tiragem | 95 |
| Peso | 24 ± 0,72 g |
| Concepção Artística | |
| Criação Anverso e Reverso | Santuário Cristo Redentor |
| Modelagem Anverso e Reverso | Monique Porto |
| Lançamento | |
| Ano | 2026 |
| Tamanho | |
| Diâmetro | 40 ± 0,2 mm |





